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Zélio
Alves Pinto expõe no
Mestiço
Pintor,
jornalista, caricaturista e
escritor, Zélio Alves
Pinto, abre sua mostra de
telas e litografias “As
Brasilianas e outros
Condimentos” no
restaurante Mestiço,
em São Paulo.
O
título dado a essa mostra
de Zélio, com humor e
ironia, resulta
em redundância.
Parafraseando
a curadora
norte-americana Mildred
Constantine, que ao
apresentar uma exposição
do artista, na Galeria
Bonino-Rio, escreveu: “por
sua natureza artística Zélio
é um explorador” e,
confirmando a observação
da curadora, a mostra
apresentada nos três salões
do restaurante Mestiço reúne
trabalhos figurativos do
artista que hoje tem se
voltado mais para a
liberdade e os riscos da
abstração, através
dos “Ameríndios”, termo
usado pelo artista para
designar seu trabalho
realizado a partir da estética
pré-cabralina, à qual
vem se dedicando nos
últimos anos.
Outra
série que Zélio tem
dedicado especial atenção
em sua produção é a
“Brasilianas”, que poderá
ser apreciada no Mestiço.
Esse conjunto de obras
consiste em retratos de
mulheres com as quais é
possível cruzar diariamente
nas ruas do Brasil, das
decantadas miscigenações,
que geram perfis e
semblantes extremados,
interagindo através de
expressões "ameríndias",
totalmente nativas na forma
e na vontade. São essas
mulheres anônimas - nem
feias e nem necessariamente
perfeitas -, que o artista
elegeu como modelo para seu
trabalho.
Os
retratos dessas mulheres ele
chama de “Brasilianas” e
as outras peças que compõem
a mostra, desde cenas de
interiores até figuras
convivendo na rotina do
dia-a-dia, são os
condimentos para o prato
principal. Uma mostra que
vale a pena ser vista e
saboreada num apanhado
curto, mas consistente da
obra figurativa desse
artista tão bom quanto eclético.
Zélio
Alves Pinto nasceu em 1938,
em Conselheiro Pena
, Minas Gerais. Pintor,
jornalista, escritor,
grafista e professor,
iniciou sua carreira 1957
como ilustrador, repórter e
redator em agências de
publicidade e jornais
em Belo Horizonte.
Colaborou
com publicações
brasileiras e
internacionais, dentre elas
a Revista “O Cruzeiro’.
Editou livros de contos,
produziu um filme de animação,
montou peça de teatro e
ocupou cargos de Diretor dos
Museus do Estado de São
Paulo e de Vice-Secretário
da Cultura do Estado de São
Paulo.
Durante seis anos,
entre 1986 e 1992, morou
em Nova York
onde realizou mostras com
instalações e editou o
jornal bilíngüe, The
Brasilians.
Zélio
criou o Salão Internacional
de Humor e Quadrinhos de
Piracicaba,
em São Paulo.
Criou
também a EBART, Escola
Brasileira de Arte. Realizou
a reforma gráfica do jornal
Folha de S.Paulo. Participou
de diversas exposições
individuais e coletivas
dentre elas: na Galeria
Bonino, no Rio de Janeiro;
mostra coletiva “Pintores
de Nova York”, realizada
em Madri; Casa do Brasil,
Cidade Universitária, em
Paris; exposição
individual no MASP e no MAM,
Rio de Janeiro; exposição
na Biblioteca Real de
Bruxelas, na Bélgica;
exposição individual no
MuBE,
em São Paulo
, entre outras.
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1998
- Brasiliana 01, ast,
100x
100 cm
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1994
- Mulher de Floripa,
ast, 100x
100 cm
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1998
-Série Crachás -Fast
Food, ast, 100x100 cm |
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1994-95
-Jaboticabeiras de
Caratinga, ast, 50x50
cm |
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