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Entre
os grupos e apresentações confirmados
para esse ano estão a Caçada da Rainha
de Colinas do Sul, Comunidade
Kalunga, Congo de
Niquelândia, Catireiros
da Natividade, entre outros. Além
das apresentações de dança, folias e
música, há rodas de prosas, oficinas,
exposição fotográfica e mostras de
vídeo. E, nesse ano, além dos grupos
artísticos (veja
relação abaixo), o Encontro
realizará também a “Reunião da
Comissão Nacional da Política
Sustentável para Povos e Comunidades
Tradicionais” (com representantes do
Ministério e da sociedade civil que
integram essa política), seminário
“Diversidade Cultural”, “Reunião
dos Pontos de Cultura do Centro-Oeste”
(que reunirá representantes de 45
Pontos), e o “Encontro de Capoeira”.
O
Encontro em dois momentos A
programação do X Encontro de Culturas
Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é
composta por dois períodos: A
Aldeia Multiétnica receberá dez etnias
indígenas. Esses grupos, que irão de
diferentes regiões do País, se
encontrarão em vários rituais de
dança, música, pintura corporal,
oficinas, discussões sobre temas de
interesse, inclusão digital e mostra de
vídeos feitos pelos próprios índios. Todas
essas atividades acontecerão na Aldeia
da Lua, espaço localizado a No
dia 23 de julho acontece a transição
da cultura indígena para as
tradicionais. Nessa data, os índios
fazem uma corrida de tora até o centro
da Vila de São Jorge e apresentam
rituais de música em frente ao palco
montado para a festa. Ainda no dia Nessa
segunda semana de Encontro será
organizada a “Feira de Oportunidades
Sustentáveis”, que reunirá artesãos
da região que trabalham com
matérias-primas do Cerrado,
especialmente. Haverá artesanato com
sementes, móveis, produtos de
aromaterapia, óleos e essências com
ervas do Cerrado, pintura, cerâmica,
patchwork, instrumentos musicais e
roupas. Artistas
confirmados Caçada
da Rainha de Colinas do Sul - ritual
de origem afro-brasileira, composto por
11 dias de folia a cavalo. Trata-se do
culto ao Divino Espírito Santo e a
Nossa Senhora do Rosário numa mesma
festa. Catireiros
da Chapada dos Veadeiros - o grupo
se apresenta em várias festas de
cultura popular da região, acompanhado
dos Violeiros da Chapada. Catireiros
de Natividade – formado por homens
criados nas rodas de folia, cujos pais e
avós também foram catireiros. As
folias estão inseridas nos Festejos do
Divino Espírito Santo e na Festa de
Reis. Catireiros
de São João D’Aliança - Dança
tradicional em devoção ao Divino
Espírito Santo e ao padroeiro São
João Batista. O som da viola é
acompanhado de diversos enredos e versos
improvisados, em compasso com as palmas
e o sapateado. Comunidade
Kalunga - Fazem parte dessa
celebração o hasteamento do Mastro do
Divino, a coroação do imperador, a
procissão, a espada do Império, as
rezas e ladainhas; o encerramento é
feito com foguetório. Congo
de Niquelândia - Tradição
afro-brasileira nascida no quilombo
Xambá (GO). A Congada da Irmandade de
Santa Efigênia é uma manifestação
cultural e religiosa em louvor a Santa
Efigênia e Nossa Senhora do Carmo; é o
único no país a utilizar penachos na
cabeça (por conta da aproximação com
os índios Avá-Canoeiro). Turma
que Faz - apresenta a opereta Crinaná
com músicas de CD homônimo. Dança,
teatro, música e cinema são utilizados
na apresentação, coordenada pela
musicista e arte-educadora Doroty
Marques. Folia
do Divino de Formosa – trata-se de
uma das mais importantes folias do
calendário da cidade Formosa. Parece um
festejo, recheado de ritos, crenças,
expressões estéticas, performances,
rezas e danças regionais. La
Fanfarria - O Grupo Corporación La
Fanfarria é uma entidade cultural sem
fins lucrativos criada no ano de 1972,
na Colômbia. A companhia é patrimônio
cultural do município de Medellín. Os
membros do grupo são embaixadores da
cultura colombiana em mais de 22 países
da Europa e da América. Moacir
- artista plástico local. Mundaréu
- grupo criado em 1997 faz uso dos
recursos culturais do povo brasileiro. A
brasilidade do grupo está presente
tanto na música, na dança, nas
encenações e na poesia quanto nos
bonecos, adereços e fantasias. Violeiros
da Chapada - Vindos de Alto
Paraíso, os violeiros da Chapada tocam
a moda de viola de raiz, acompanhados
pela sonoridade dos Catireiros da
Chapada dos Veadeiros. Dércio
Marques – Com letras relacionadas
ao meio ambiente e às questões
sociais, um dos mestres da viola mostra
como a arte faz parte de sua vida. A
infinidade de temas abordados é
apresentada por meio de um repertório
totalmente improvisado, escolhido de
acordo com o público presente. Renata
Rosa – Paulista radicada em
Pernambuco, é cantora, atriz,
compositora, poetisa e pesquisadora. Já
participou de projetos como o Maracatu
de Baque Solto Estrela de Ouro de
Aliança, de Pernambuco. Seu trabalho é
aprofundado em pesquisas culturais e
sonoras nos estados de Pernambuco e
Alagoas. Os cantos das rodas de coco, de
maracatu rural-tradicional e do cavalo
marinho foram temas de suas
investigações. Diversas de suas
canções não têm registro de direito
autoral, são de domínio público, pois
representam o canto do povo. Terno
de Congo do Catalão – O Terno de
Congo Vilão de Catalão (GO) faz parte
da celebração da Festa de Nossa
Senhora do Rosário que acontece há 140
anos na cidade goiana e reúne todos os
Ternos de Congo, Catupé Catunda e
Moçambique da cidade. Os festejos
acontecem todo mês de outubro e seus
sentidos originais são o louvor à
Nossa Senhora do Rosário e a
celebração aos antepassados africanos.
Terno
de Moçambique de Perdões -
Liderados pelo Capitão Julio Antônio,
os mineiros do Terno de Moçambique de
Perdões se apresenta em devoção à
Nossa Senhora do Rosário. Segundo o
Capitão do Terno, em uma noite de lua
cheia, Antônio Joaquim de Oliveira, o
avô de Seu Júlio, ouviu dois escravos
cantando debaixo de uma árvore. Achando
a cantoria bonita, se aproximou do
local. Essa aproximação deixou a dupla
de escravos assustada, fazendo com que
corressem para a senzala. O que os
escravos não sabiam era que, na
verdade, o avô de seu Júlio queria
assistir de perto aquela dança, canto e
gingado. Depois deste dia, Antônio
Joaquim convidou os escravos para cantar
e dançar em sua casa, o que mais tarde
viraria o Terno de Moçambique de
Perdões. A importância do Encontro Tradicional de Culturas As
diversas atividades culturais
apresentadas no Encontro propiciam,
pelos cinco sentidos, uma intensa
apreensão e vivência profunda das
riquezas da Chapada. Além de
integrar mais fortemente as expressões
culturais da região, promove o
intercâmbio com realidades similares
nacionais e com o que é produzido por
artistas que atuam em áreas diversas e
com diferentes linguagens. Para
cumprir esta tarefa de base, realiza a
mobilização das lideranças
tradicionais e a formação artística e
cidadã das mais jovens, a exemplo do Projeto
Turma que Faz, coordenado pela
arte-educadora Dorothy Marques, para a
discussão da realidade
sócio-econômica dos Povos e
Comunidades Tradicionais da Chapada.
Atua também no fortalecimento das suas
instituições e na introdução de
novas formas de associação para a
resolução dos problemas comuns,
através da demanda de políticas
públicas mais efetivas e próximas dos
anseios da população local. As
dificuldades iniciais foram sendo
superadas com essa atuação política
mais incisiva, sobretudo na área da
cultura, e com o aprendizado
proporcionado pela criação do Programa
Nacional do Patrimônio Imaterial,
gerido pelo IPHAN. Essa luta obteve, em
grande parte da história do Encontro, o
patrocínio da PETROBRAS, via Lei
Rouanet, além de outros apoios
institucionais, públicos e privados,
como os recebidos, este ano, através do
Ministério da Cultura. Outro
destaque é o projeto “Cultura,
Arte e Pensamento das Mulheres”,
destinado a dar espaço a grupos de
mulheres provenientes de diferentes
matrizes culturais, de várias partes do
mundo, por meio de rodas de prosa,
cortejos, apresentações no palco e
oficinas, dando voz a sua arte e
ativismo nos movimentos sociais. Para
essa mostra da arte e diversidade da
cultura onde as mulheres são
protagonistas, foram convidadas artistas
do Brasil, América Latina, Caribe e
Portugal. Com a ascensão da cultura e da área social como campos estratégicos para as políticas públicas, uma série de outros programas, ações e projetos puderam ser acessados ou discutidos dentro do processo de organização do Encontro, como o Programa Cultura Viva (Secretaria de Cidadania Cultural), Identidade e Diversidade Cultural: Brasil Plural (Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural), Brasil Quilombola (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Territórios da Cidadania (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (Ministério do Meio Ambiente e Ministério do Desenvolvimento Social), o Turismo de Base Comunitária (Ministério do Turismo), o Economia Solidária (Ministério do Trabalho e Emprego), o Arteíndia (FUNAI), dentre outros inúmeros mecanismos. O mais importante foi o maior acesso a eles pela população da Chapada dos Veadeiros para a resolução dos seus problemas e para a afirmação de seu potencial natural e cultural. Sobre
a Vila de São Jorge A
Vila de São Jorge é um povoado em que
moram cerca de 600 pessoas, localizada
no norte do Estado de Goiás, a A
Vila de São Jorge teve sua povoação
iniciada por garimpeiros em busca do
cristal quartzo. A abundância do
mineral atraiu garimpeiros de vários
lugares, principalmente da Bahia.
Formou-se, então, um grande acampamento
chamado "Acampamento do Garimpão".
Houve a alta do preço do cristal
(impulsionada pela guerra) e logo depois
a baixa (com o final da guerra e
invenção do cristal sintético). Com a implementação, em 1961, da unidade de conservação do IBAMA, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros passou a ver o turismo como sua principal fonte de renda. No entanto, até o início dos anos 80, essa atividade não era realizada de maneira sistemática. Foi apenas depois da intervenção do IBAMA, que revitalizou o parque e iniciou atividades de educação ambiental e orientação da população local para receber a visitação pública, que a atividade estruturou-se definitivamente. Em
2001 o Parque Nacional ganhou da UNESCO
o título de Patrimônio Mundial
Natural.
Serviço X
Encontro de Culturas Tradicionais da
Chapada dos Veadeiros. Vila
de São Jorge, Alto Paraíso – Parque
Nacional da Chapada dos Veadeiros. Entrada
gratuita. Mapa
e informações adicionais em anexo. Homepage:
http://www.encontrodeculturas.com.br Assessoria
de Imprensa - Foco
Jornalístico - (11) 3023.5814 -
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